Quarta-feira, Janeiro 21, 2009


No breu de noites desconhecidas surjo em igual tom. Invento-me da forma mais real que existe: insegura, insensata, encolhida, as vezes perdida. Dum modelo que não há de ser modelo e com minhas ideologias que em alguém não combinam, olhares profundos e alma não rasa, desejos infindos à mostra na cara. “Mostra tua cara!”, Cazuza disse bem. Um quê de exagero teatral impresso em um folhetim barato. Num tom de estranheza que é só meu. Ah, amour! No amor não há regras. Que seja à la Eros e Psique, imortal, mortalmente nocivo, lascivo, casto, uma espécie de cura, que caso abortado em mãos erradas demonstra um sei lá o quê que não vive, ou vive. Vive tanto que se faz não-vivo. A transbordar no cheio o vazio que esvazia o vazio cheio. Se o que não vive faz viver, de certa forma, como o florescer de uma rosa, o vazio que preenche um dia esvaziará o cheio de vazio para que novamente ao morrer nasça – uma nova vida cheia de desejos e gostos. Ah, e com cheiro aprazível que vem do jasmineiro daqui do lado, já que me é permitido escolher. Como digo eu mesma, é preciso morrer para nascer. Poemas, vontades que me consomem, gestos quietos, poses mudas. Sabe um silêncio que grita? Sou assim. Toda errada, do início ao fim. Para alguém, garanto que não para mim.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Da Flor que Dorme



Com a alma descrita em versos

E olhares inda tão vagos

Ela o procura

No universo da loucura

Que o coração está imerso.
.
.
.

Naufragando em afagos

Entre beijos com ternura

Dia pensou que fosse a cura

Mas na verdade, foi o inverso.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Das horas


Pedaços de céu caem dos teus olhos

Quando choras assim

Uma saudade sentida sem fim

Que duma nuvem empresta a sina:

Sozinha, enquanto o anjo não torna.

Não fiques triste, menina

As horas logo passam

E terei a ti e tu terás a mim

De qualquer forma.

Quinta-feira, Outubro 30, 2008

Saboreie

Ensina-me a calar-te

Com um olhar faminto que a ti despe

Tudo o que ocultas de mais casto

O amor tão raro

Os beijos caros

Que inda não conheces

E do mel pouco sabes -

O sabor não gasto.
.
.

Ensina-me a acalmar-te

Abrandar cicatrizes

Em meu calor que te veste

Aclimando a noite com o rasto

De nosso cheiro pelos ares

A saborear o que mereces:

Sentimento vasto.

Terça-feira, Outubro 28, 2008

Estrelas [De]cadentes




Carregando um mar na cabeça

Mareio entre o amar e a incerteza

E tua mão sem que a mim mereça

Desliza em minha pele quente

A possuir do meu peito nobreza

Outrora, uma frieza

Que em nada mente

A mostrar o afeto descontente

Em meus olhos a clareza

Que não vês

E em nada sentes.

Queira-me inteira

Pois no caos só há beleza aparente

Antes que de ti eu esqueça

E tudo o mais desapareça

Como do céu somem estrelas cadentes.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

O beijo


Lua cheia, dorme


Clareando a noite que o amor mareia


Guarda nossas juras em beijos


Selados por lábios que inda não vejo


Não
deleito,


Nem sinto,


Só um desejo


Infindo.



*Porque de escrever tanto sobre desejo? Inspiração não se explica. :)
* Fotografia retirada do site www.olhares.com


De dentro

Com os olhos da alma

Posso ver clara a aura

Tua e minha

A espera da eterna calma

Azulzinha

Para enfim deixar

De ser sozinha.

Terça-feira, Outubro 14, 2008

Num exalo

A borboletear vontades

Minha carne transpira

O que da calma alma expira:


V o c ê.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

Vírus do amor


Ou morreu ou dorme

A inspiração desse fraco peito forte

Que carrega contente vida

Entre flores e a bebida

Do teu veneno doce.

Teu corpo antes fosse

Só o meu norte.


Mais

Minha língua escorrendo teu veneno

Na volúpia do querer pleno:

Ao menos mais

Uma dose de você.

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

Amplidão

Tuas vontades cabem em minhas mãos

Armação


De fazer-me de tola


Para atingir teu coração


Falsamente inalcançável.


Em tua vida mora o vão


Anulação


De qualquer vida


Perdido - sem decisão.


Há mais em mim do que pensas,


Feita dum tudo e poesia:

Sou amplidão.

Denguinho



Nuvens de alecrim

Salpicam meu céu

Em gotas de jasmim

Guiadas por um zepelim

Anunciando a chuva

De amor

Como no velho folhetim

Molhando-me a boca de cetim

Rota de

Desejo,

O teu dengo só para mim.

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Sobre meninos anjos


Anjo da mentira


Do olhar adocicado


Apetite arrastado


A vislumbrar minhas curvas


Ocultas por vestidos floreados


Mostrando em poses mudas


Insinuações à tua mira


Derretendo a tentador soado:


Possua-me.

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Carne


Tens em ti todas as armas

Para acabar com minha vida

Meu coração virar ferida

Entregue ao teu querer banal

Carnal

Talvez nem faça tanto mal

Você me mastigar

Todos os riscos por um beijo

Doce e azêdo

Do mel - o fel

O saboroso perigo

No fundo dos desejos.



.

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

Morrer de amor


Só mais um beijo, uma noite a mais. Que mal faz? Tua língua de mel a passear por meu decote, roubando-me o ar, teu nariz em minha nuca, cheiro de alma que procura perder-se. Minhas pernas em teus laços, teu coração entre minhas pernas, minhas unhas cravadas em tuas costas. Os teus desejos tão meus, meus dedos em teu corpo inda tão meu. Teus sentidos a rodopiar em minhas mãos com um furacão de carícias. As promessas que fiquem para amanhã, hoje o docinho, não há nada que não tenhamos dito. Cabes inteiro em mim. Eu sempre quero mais, hoje não. Tudo o que você faz e não vejo. Minha pele desnuda... A tua, sem receio. Sou tua. A açucarar a vida, a morrer de paixão, que seja! Faceiro, certeiro. Você sabe, é... Daquele mesmo jeito. O amanhã nunca mais.Podre nas entranhas a escorrer o amor que te matou, doce, bem devagar. Eu triturei teu coração com a sutileza de minhas mãos macias.

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Sobre almas gêmeas.



Que a vida seja boa, mas que nos dê dificuldades, pois resultarão em nosso aprendizado. Que a natureza continue a nos presentear diariamente com a magnitude do sol, com o esplendor da lua, que as estrelas continuem a luzir, e o mar continue com o seu mistério azulado, o céu emane a paz, os jardins a pureza das flores, pois embora hoje não tenhamos tempo para prestar atenção; amanhã, mais velhos é o que nos trará o divino encanto.
E que possamos um dia encontrar nos olhos de outrem o mesmo brilho das estrelas e a profundidade do mar, noutra alma o azul do céu, a mesma pureza das flores noutro coração, e o mistério da lua noutra vida que não a nossa, que passe a ser também a nossa, que descubramos quão doce é a tarefa da junção, a unção de duas almas, dois corpos em um só.
.
.
.
Súbito e impreciso

Dois corpos comprometidos

- com a felicidade

Que dia se descobriam uno

Hoje enlouquecem juntos

Causa toda dum amor

Grandioso e profundo.

Intenção

De algo doutro mundo.

(Destino).
.
.

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Dia de bolo!!!!


Mão que acolhe, abraço que aconchega, sorriso que desarma, voz que acalma, olhar que ilumina, paz que abençoa, cuidado que protege, amizade que eterniza. Só para não passar em branco...

P a r a b é n s minha mainha miudinha.


***Na foto, minha família que amo.

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Pierrô



A alguns passos de você

Meu corpo se joga

Afogo-me

Na poça da chuva de ontem

...............................................
No canto do asfalto

.....................................................
As lágrimas

Sou palhaço

No meio do nada –

Pierrô,

Sem colombina

E sujo de lama.





**Dedicado a alguém que não conheço.

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Desvios



E nem conheço o gosto do teu beijo. Quiçá o perfume perdido em tuas brechas, cheiro de homem, que a boca minha espera para possuí-lo, exaustivamente, a explorar cada centímetro do teu corpo de luz, dedilhando-o e fitando teus olhos puramente sórdidos, a contorcer-se de prazer infindo, lacrimejando poesia. Minha língua em teus contornos se faz em festa, a babar o desejo que emerge de minhas entranhas, balbuciando em teu ouvido doçuras e sujeiras, aquelas que tua carne anseia, que o fazem trêmulo; arrepios em tua pele quente. Desviada em propósitos, minha atenção totalmente tua percebe a música que aflora do rádio velho encostado na parede. Uma espécie de oração. A adorar a coisa amada no mais sublime dos acordes, Kiss of Life doce de Sade. Êxtase. Fiquemos à vontade, a luz de velas sombreando nossas formas. Tua alma desprendeu-se do corpo, e inconsciente agora, você está em minhas mãos, envolto em meus toques e retoques, rendido a minhas vontades. Sorte sua. Buscarei mais morangos...

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Retoques


Meu menino,


Que guardo no peito


Venha de jeito


Toma-me entre os dedos


Tenha-me em teu leito


Possua-me sem receio


Queimando em sede


Fazendo-o satisfeito


A morder-lhe a boca


Lambendo-nos as feridas


Que ardem do malfeito


Com um retoque perfeito


Do amor verdadeiro.




Gotas de amor


Que teu amor chova em mim


Ao som de anjos e clarins


Como a água que respinga na janela


Onde lá fora molha a terra


E quem sabe aqui


Faça o dia luzir mais branco


Límpido e brando


A escorrer teus beijos assim


Sabor de flores


A boca em minh’alma


Inundada


De ternura sem fim.

Quarta-feira, Setembro 03, 2008


Sabes que sei...

Tocar teu corpo como ninguém o faz

A dedilhar poemas para te ver atrás

De beijos lambidos

Sonhos perdidos

Do algo a mais.

Afagar tua nuca

Afogando-nos na busca

Tua boca – minha fuga

Que o prazer atrai.

Explorar teus olhos

Desejantes, sórdidos

Puros

De vontade de mim

Dentro de ti

Nossa verdade

Teu jeito

Que é só um,

Que ninguém mais faz.

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Laço



E de início nada havia - Nada tínhamos

De vício sequer sofríamos

Nem juras apaixonadas ou casuais desatinos

Quiça flor, amor

Ou dor - Meros espinhos.

Hoje ao destino entregues

Sucumbimos inertes do além céu

Como anjos perdidos

Rendidos ao tato de prazerosos sentidos

Onde o mel que ontem molhou-nos a boca

Hoje transforma os versos meus numa cousa rota

N'algo qualquer.



*[postando novamente].

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Sem intento algum



Esse peito antes seu

Meus peitos

Seu corpo no meu

Meu jeito

A respiração de você

Meus poemas insanos

Em meus olhos insones

O sonho

Do seu cheiro em meus dedos

A textura fina de seus toques

Seus retoques

Em meus jeitos

E os meus beijos

Alados, certeiros

Viram você.

Embora

Por ora

Esteja eu a partir

Outrora à luz do vento

Noutros ventos luz

Que sopram doçuras mil

Em minha tez

A maciez

E insensatez

Duma pura arte e manha

Vontade tamanha

De ti, pequena

Que pena,

Não mais me tens.



[Um adeus sem nexo, sem rimas, em um sopro de voz, atroz, quem sabe apenas alguns devaneios a mais].

Terça-feira, Agosto 26, 2008

Doces Jardins


Os sonhos são espuma

Com um sopro voam plumas

Ao encontro duma

Alva paz no peito dela

Onde os beijos são aquarela

Os sorrisos na boca bela

E a delicadeza do sentir sem cautela

Formam caminhos de lírios a ruma

Aprazíveis jardins

Onde não há dor alguma

Que de tanta beleza junta

Viram açúcar na alma daquela.


Sexta-feira, Agosto 22, 2008

Idéia leve


Beije minh’alma

Cante-me a vida

Respire-me o corpo

Espalhe-se

Em meu corpo

S o l t o,

Em teus braços

E n v o l t o

Nas plumas dum flutuar

Teu doce olhar

A encantar-me,

A me fitar.

No encontro da idéia leve

Leve-me

de mim.


.

[fotografia retirada do site www.olhares.com]


Quinta-feira, Agosto 21, 2008

Mistérios d'uma noite qualquer


A louca nua que passeava entre as nuvens

Clara a lua a brilhar na bruma

A brisa calma entre os véus da alma

E ele, de observá-la

Imaginava

A escrever seus poemas de amor.

Pôs a dor da louca,

Sonolenta em descanso

O vento em seus cabelos escondia o choro

Os dentes brancos,

O amarelado do sorriso morto

E o poeta fascinado rabiscava a cura.

Venham mágoas, pesares, torpores!

Sumam desses ares!

Ronquem como bêbados,

Durmam com os anjos.

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Como era antes



Canta, fala floreada

Junto à minha nuca

Teus desejos mais profundos

Conta-me inverdades como nunca

Na minha pele

Teu prazer – um mundo.

Sorri minha carne

Rega o meu amor

Afaga-me e faz-se de ator

Como se inda fossemos amantes.

.................................Tudo como era antes.

.

.

[Foto plena retirada do site www.olhares.com].

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

O vôo


P a s s a r i n h o, passarinho...

Volta um dia pro teu ninho

Minha poesia, teu abrigo

Teu canto,

acalanto.

Em cada assobio,

mil encantos.

No vôo,

O brilho do brio

Nas asas

da imaginação.


[Como diz Vercilo, "...se carece de definição, me sinto leve..."].

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Ponto de Vista



A chuva lá fora

Respingada por janela afora

Junto, a bruma escura

E o vento a uivar.

De tão triste – sublime

De tão mofino

Lindo,

Divino.


[Fotografia retirada do site www.olhares.com].

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Não pretendo mais falar de amor


Não pretendo mais falar de amor

A você, todo o meu dissabor

O pranto há tempos secou

............A dor findou

...............A mim afundou

E as lágrimas que o peito derramou

.................Apagou o ardor

Que ao molhar – secou.

Desses a mim

........A alma alada

............As sobras baratas

Flores e doce alvorada

...............Do tudo – o nada

Que o vento espalhou.

Quis a tu, mulher amada

Que da paixão é a fada

A lua, a sombra clara.

....................Em ti, morri

De prazer, renasci

O desejo criador

..................Da cura

Que a boca minha provou

Fartou-se, me fartou,

E não pretendo mais falar de amor.


[Ps’s. poema pra lá de bobo, paz e luz e fotografia retirada do site www.olhares.com]. =

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Além de Ti


O desejo é o desejo, mas não é o teu. As mãos não são tuas, nem o perfume, nem o gozo, nem o rosto. Nem os olhares, nem meus olhos. O jeito é indecente, despudorado, animal, inconseqüente, pertencente ao pecado, tamanha a vontade. Não de ti, não tua. Minha, dele. Beijos melados e fortes, como se me sugassem a alma. Não tua língua, não teus dedos. Dele, meus. A água na boca mostra a vontade da carne na outra, não tua alma. Dele, minha. E daí vou-me, me vou, plantando flores noutros jardins. Calor e frio, além de ti.

Quarta-feira, Agosto 06, 2008

Azul em mim



Posto que te amo

O céu é mais azul

Os dias mais azuis

A vida, azulada...

Os beijos, suculentos e azuis

Da cor dos teus olhos nos meus

A cor dos meus olhos nos teus.

Posto que também amas a mim

Os risos fazem-se azuis

O pensar, azulzinho...

O azul na canção se faz

Porque azul é a cor da leveza

Da beleza

Clareza

Da certeza

Do fazer amor

O amor mais azul

O azul do mar

Azulejo

O céu em mim.

Segunda-feira, Agosto 04, 2008




Poderiam arrancar-me o braço

Eu nem gemer ia

Encontro-me entorpecida

Pesada

Sem calma

Tudo isso numa só alma

Uma alma só

Que carrega o peso do mundo

nosso

Entre as mãos – na palma.


E é até mais do que posso

Reclamo do peso vosso

Nessa minha sincera acolhida

Mas só quando me vejo sem

Com a calma

Ausente a alma

Percebo

O quanto posso ir mais além.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Desejo


Seus beijos quentes

As mãos tuas rente

Às minhas coxas

Em cada toque ardente

Mãos pecadoras

Indecentes

Donas dum manejo

Que revelam sedutoras

vontades na mente

Despudorada

Lançadas ao seu desejo

Realizadas.

Quinta-feira, Julho 31, 2008

Atemporal


A ternura dos teus lábios doces

Hoje frios

Onde se deleitaram mil amores

Hoje vazios

E a leveza dos dizeres

Hoje arredios

Em nada combinam

Perderam o brio

Não rimam

São desvios

Não se afinam

São sombrios.

E

Caso não venhas a ser

O outro de novo

O encanto

O ouro

Num amanhã tardio

Restará-me o engano

E um total desvario.


[*ao som de Flerte Fatal, Ira].

Terça-feira, Julho 29, 2008

Eu e a Menina


Eu e a menina I

.

A menina e sua pele macia

Nua

Alvura crua

Que a mim reclama carícias

E em gestos de malicia

A faço pura

Nesse teu olhar de doçura

A cura

Da minha vida e a sua

Que minh’alma sacia.

.

.

.

Eu e a menina II

.

A menina e seus seios claros

Aptos

Rijos, estáticos

Prontos a um afago bem no meio

Em meio às flores

Jasmim, perfumando dores

Com seus beijos melados

Caros

Na boca minha

Fartos

De esbanjarem encantos raros.


Segunda-feira, Julho 28, 2008

Parabéns Juju



Parabéns minha miudinha, minha irmã, minha Poia linda. Que seus dias sejam suaves, que sua vida tenha poesia, doçura, melodia... Sorrisos fartos e exaustos de causar dores na barriga. Amores, de verão e não, que te façam o coração bater descompassado e frenético de tanta paixão. Vodkas com sprite (nossa cara), Peppers e Búzios à beira mar, o mar, as férias, os bronzes, as farras. Saúde, anjos de luz, Deus no coração e nos caminhos, nas vitórias e derrotas. Fé. Fé no Bom. Fé na vida. Fé na felicidade. Fé a cada amanhecer.




[E eu te amo imensamente, sua bandida! E você está muito chique, tem um post p/ você meu blog. Hahaha.]

Sábado, Julho 26, 2008

Sobre os amigos.


[Irmã linda que a branquela ama]!
.
.
Alma pura,
.
sorriso de flor
.
e coração de
.
anjo.

Quinta-feira, Julho 24, 2008

Desengano



Tudo mentira

Desse jeito afagador

Quentes beijos de inverno

Que nesse lábio amador

Deleitou-se de prazer verno.

.

.

E eu que só guardava amor

Nesse peito terno

Não creio mais em flor

Só a fina dor

Em meu frio eterno.

















Mais um bar

e o brilho
...................... do seu olhar
........guardado
no meu pensar.

Ao som,
a velha e boa Bossa
.................... vodka, morangos espremidos
e o mistério da lua nova
..........exprimido.
.
.
[a ruiva franga que não deixa escapa um flash. Hahaha].

Quarta-feira, Julho 23, 2008

Da boca pra dentro

Abro a alma nossa lacerada



E de lá voam ao tempo


borboletas aladas



Na vontade acelerada


Pela boca tua amaciada


Com a língua minha


molhada


A beijar-lhe a fala floreada


O teu vestido lilás


A cara


No teu jeito voraz


A tara



O meu desejo atrás.


Mulher minha amada


Dona dum pecado inocente


Do prazer que em minha mente


Emerge o desejo mais indecente
.

Terça-feira, Julho 22, 2008

Olhos tristes


Tristes olhos teus

Olhos da cor límpida dos céus

Refletem o inconformismo no olhar

Marejados pelas águas do penar.

A dor azulada parece-me mais triste

Que de fato é

Azulzinha

Com tanta beleza morta

exposta

Que choram as lágrimas sem

fé.

Não há mais o mel

Não há mais amar.

Nada disso mais existe

Nem há mais o mar

para seus olhos tristes.


Segunda-feira, Julho 21, 2008

O mais profundo



A alma gêmea hoje volta a ser metade

Do encontro - os desencontros

E do amor,

.............................dor.

Os beijos quentes hoje se fazem

.....................saudade

E as doces palavras nada mais fazem,

.........................Posto que

nada é mais dito.

................Tudo encolhido dentro de.

Abafado na boca pela língua solitária.

Esvaindo-se no mundo

..............................Não há dor mais funda


........Os dias sem música.


.................Dos fardos – das ilusões.


.

.

[Frases soltas... o mais profundo, da saudade, apatia, tristeza, emaranhado nas entranhas, grito, não deixe o samba morrer. Não, não o deixe morrer - nosso].

[Foto retirada do site www.olhares.com].

E essa é minha fé. b o a s v i b r a ç õ e s

Pai Nosso que estais no céu, luz plena de divino esplendor.

Abençoa nossas idéias para que possamos conceber boas ações e boas vibrações que emanem como um raio aos que com nós convivem, aos que disso precisam.

Ilumina nossas ações, floreia nossa voz para que saibamos trocar as farpas pela calma, o fel amargo pelo doce produto das abelhas. Cala-nos quando se é necessário silenciar.

Dai-nos a suavidade de uma pétala quando se é necessário falar e aconselhar.

Aumenta a fé dos que se ocupam em difamar, caluniar, proferir a maldade por ócio e por vaidade.

Sazona nossos corações imaturos, nos mostra a grandeza do aprender e o limitado do que efêmero é.

Perdoa-me por cada ato falho cometido, por cada fraqueza, pela fuga mais fácil de minhas próprias escolhas. Perdoa-me pela covardia existente em meu ser. Ilumina meus atos e meu coração, Pai. Ilumina o coração dos fracos de espírito, dos que calam na hora que se precisa falar, dos que reprimem as forças na hora que se é necessário agir.

Ajuda-me a cada amanhecer para que eu possa corrigir minhas imperfeições e medos.


amém.

Quinta-feira, Julho 17, 2008

Querer aprisionado

A injustiça da vida calcada no peito do mundo.

Meros desencontros.

Planos...

E passam-se os anos.

Em cada átomo

No ar a fluir

Uma vontade abafada.

Morta

Trancafiada.

Em prisões invisíveis de cada um de nós.

Já passou.

Sexta-feira, Julho 11, 2008

Ímpar



Cada parte daquele corpo é uma cilada

Cálida aventura de perfeita emboscada


Armadilha íntima da breve madrugada


Que me veste nu em seus gestos quietos


Que me procuras tu para ser amada.

.

.
Enquanto ocupada em me despir a alma

Vejo-a em poder de uma certa manha


Na boca loucura tamanha


Que o arroubo do desfrute ardiloso


Revela o amor encoberto na trama.


.

.(postando novamente).

Terça-feira, Julho 08, 2008

R e n a s c e r














O olhar teu fitou o meu



E nas mãos minhas teu corpo se rendeu



O lábio deleitoso provou cada parte


Dessas almas perdidas



Encontradas


.........................
Lambeu


Que ao morrer de prazer tanto - renasceu.


Segunda-feira, Julho 07, 2008

Só mais um devaneio


Frio

A quentura me gela

A espinha, as mãos, a barriga.

Calor

O frio está cada vez mais me esquentando

Quem dera.

Deveras,

Não vês

Que meu corpo quente treme de frio?

-

(Fotografia retirada do site www.olhares.com).

Desesperança



Frio que sopra assim



...............
Num temporal de agonia


.......
Longe do amor sem fim


...................
Tudo perde a alegria



.......................................................................
quem diria


.....
Eu hoje não pertenço mais a mim.

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