No breu de noites desconhecidas surjo em igual tom. Invento-me da forma mais real que existe: insegura, insensata, encolhida, as vezes perdida. Dum modelo que não há de ser modelo e com minhas ideologias que em alguém não combinam, olhares profundos e alma não rasa, desejos infindos à mostra na cara. “Mostra tua cara!”, Cazuza disse bem. Um quê de exagero teatral impresso em um folhetim barato. Num tom de estranheza que é só meu. Ah, amour! No amor não há regras. Que seja à la Eros e Psique, imortal, mortalmente nocivo, lascivo, casto, uma espécie de cura, que caso abortado em mãos erradas demonstra um sei lá o quê que não vive, ou vive. Vive tanto que se faz não-vivo. A transbordar no cheio o vazio que esvazia o vazio cheio. Se o que não vive faz viver, de certa forma, como o florescer de uma rosa, o vazio que preenche um dia esvaziará o cheio de vazio para que novamente ao morrer nasça – uma nova vida cheia de desejos e gostos. Ah, e com cheiro aprazível que vem do jasmineiro daqui do lado, já que me é permitido escolher. Como digo eu mesma, é preciso morrer para nascer. Poemas, vontades que me consomem, gestos quietos, poses mudas. Sabe um silêncio que grita? Sou assim. Toda errada, do início ao fim. Para alguém, garanto que não para mim.
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Sexta-feira, Dezembro 12, 2008
Da Flor que Dorme
Com a alma descrita em versos
E olhares inda tão vagos
Ela o procura
No universo da loucura
Que o coração está imerso.
.
.
.
Naufragando em afagos
Entre beijos com ternura
Dia pensou que fosse a cura
Mas na verdade, foi o inverso.
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Tata
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05:09
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Quarta-feira, Novembro 05, 2008
Das horas
Quando choras assim
Uma saudade sentida sem fim
Que duma nuvem empresta a sina:
Sozinha, enquanto o anjo não torna.
Não fiques triste, menina
As horas logo passam
E terei a ti e tu terás a mim
De qualquer forma.
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Tata
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05:36
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Quinta-feira, Outubro 30, 2008
Saboreie
Ensina-me a calar-te
Com um olhar faminto que a ti despe
Tudo o que ocultas de mais casto
O amor tão raro
Os beijos caros
Que inda não conheces
E do mel pouco sabes -
O sabor não gasto.
.
.
Ensina-me a acalmar-te
Abrandar cicatrizes
Em meu calor que te veste
Aclimando a noite com o rasto
De nosso cheiro pelos ares
A saborear o que mereces:
Sentimento vasto.
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Tata
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19:28
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Terça-feira, Outubro 28, 2008
Estrelas [De]cadentes
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Tata
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10:21
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Quarta-feira, Outubro 15, 2008
O beijo
Clareando a noite que o amor mareia
Guarda nossas juras em beijos
Selados por lábios que inda não vejo
Não deleito,
Nem sinto,
Só um desejo
Infindo.
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Tata
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17:36
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De dentro
Com os olhos da alma
Posso ver clara a aura
Tua e minha
A espera da eterna calma
Azulzinha
Para enfim deixar
De ser sozinha.
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Tata
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16:00
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Terça-feira, Outubro 14, 2008
Num exalo
A borboletear vontades
Minha carne transpira
O que da calma alma expira:
V o c ê.
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Tata
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18:34
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Segunda-feira, Outubro 06, 2008
Vírus do amor
Ou morreu ou dorme
A inspiração desse fraco peito forte
Que carrega contente vida
Entre flores e a bebida
Do teu veneno doce.
Teu corpo antes fosse
Só o meu norte.
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Tata
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18:35
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Mais
Minha língua escorrendo teu veneno
Na volúpia do querer pleno:
Ao menos mais
Uma dose de você.
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Tata
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18:00
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Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Amplidão
Tuas vontades cabem em minhas mãos
Armação
De fazer-me de tola
Para atingir teu coração
Falsamente inalcançável.
Em tua vida mora o vão
Anulação
De qualquer vida
Perdido - sem decisão.
Há mais em mim do que pensas,
Feita dum tudo e poesia:
Sou amplidão.
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Tata
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16:47
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Denguinho

Nuvens de alecrim
Salpicam meu céu
Em gotas de jasmim
Guiadas por um zepelim
Anunciando a chuva
De amor
Como no velho folhetim
Molhando-me a boca de cetim
Rota de
Desejo,
O teu dengo só para mim.
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Tata
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11:27
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Quinta-feira, Setembro 25, 2008
Sobre meninos anjos
Do olhar adocicado
Apetite arrastado
A vislumbrar minhas curvas
Ocultas por vestidos floreados
Mostrando em poses mudas
Insinuações à tua mira
Derretendo a tentador soado:
Possua-me.
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Tata
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07:05
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Segunda-feira, Setembro 22, 2008
Carne
Tens em ti todas as armas
Para acabar com minha vida
Meu coração virar ferida
Entregue ao teu querer banal
Carnal
Talvez nem faça tanto mal
Você me mastigar
Todos os riscos por um beijo
Doce e azêdo
Do mel - o fel
O saboroso perigo
No fundo dos desejos.
.
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Tata
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19:33
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Sexta-feira, Setembro 19, 2008
Morrer de amor

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Tata
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06:31
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Quarta-feira, Setembro 17, 2008
Sobre almas gêmeas.
E que possamos um dia encontrar nos olhos de outrem o mesmo brilho das estrelas e a profundidade do mar, noutra alma o azul do céu, a mesma pureza das flores noutro coração, e o mistério da lua noutra vida que não a nossa, que passe a ser também a nossa, que descubramos quão doce é a tarefa da junção, a unção de duas almas, dois corpos em um só.
Dois corpos comprometidos
- com a felicidade
Que dia se descobriam uno
Hoje enlouquecem juntos
Causa toda dum amor
Grandioso e profundo.
Intenção
De algo doutro mundo.
(Destino).
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06:26
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Terça-feira, Setembro 16, 2008
Dia de bolo!!!!
***Na foto, minha família que amo.
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Tata
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12:06
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Segunda-feira, Setembro 15, 2008
Pierrô
Meu corpo se joga
Afogo-me
Na poça da chuva de ontem
...............................................No canto do asfalto
.....................................................As lágrimas
Sou palhaço
No meio do nada –
Pierrô,
Sem colombina
E sujo de lama.
**Dedicado a alguém que não conheço.
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Tata
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10:51
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Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Desvios
E nem conheço o gosto do teu beijo. Quiçá o perfume perdido em tuas brechas, cheiro de homem, que a boca minha espera para possuí-lo, exaustivamente, a explorar cada centímetro do teu corpo de luz, dedilhando-o e fitando teus olhos puramente sórdidos, a contorcer-se de prazer infindo, lacrimejando poesia. Minha língua em teus contornos se faz em festa, a babar o desejo que emerge de minhas entranhas, balbuciando em teu ouvido doçuras e sujeiras, aquelas que tua carne anseia, que o fazem trêmulo; arrepios em tua pele quente. Desviada em propósitos, minha atenção totalmente tua percebe a música que aflora do rádio velho encostado na parede. Uma espécie de oração. A adorar a coisa amada no mais sublime dos acordes, Kiss of Life doce de Sade. Êxtase. Fiquemos à vontade, a luz de velas sombreando nossas formas. Tua alma desprendeu-se do corpo, e inconsciente agora, você está em minhas mãos, envolto em meus toques e retoques, rendido a minhas vontades. Sorte sua. Buscarei mais morangos...
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Tata
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10:31
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Terça-feira, Setembro 09, 2008
Retoques
Meu menino,
Que guardo no peito
Venha de jeito
Toma-me entre os dedos
Tenha-me em teu leito
Possua-me sem receio
Queimando em sede
Fazendo-o satisfeito
A morder-lhe a boca
Lambendo-nos as feridas
Que ardem do malfeito
Com um retoque perfeito
Do amor verdadeiro.
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Tata
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14:10
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Gotas de amor
Que teu amor chova em mim
Ao som de anjos e clarins
Como a água que respinga na janela
Onde lá fora molha a terra
E quem sabe aqui
Faça o dia luzir mais branco
Límpido e brando
A escorrer teus beijos assim
Sabor de flores
A boca em minh’alma
Inundada
De ternura sem fim.
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Tata
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13:12
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Quarta-feira, Setembro 03, 2008
Sabes que sei...
Tocar teu corpo como ninguém o faz
A dedilhar poemas para te ver atrás
De beijos lambidos
Sonhos perdidos
Do algo a mais.
Afagar tua nuca
Afogando-nos na busca
Tua boca – minha fuga
Que o prazer atrai.
Explorar teus olhos
Desejantes, sórdidos
Puros
De vontade de mim
Dentro de ti
Nossa verdade
Teu jeito
Que é só um,
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Tata
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04:48
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008
Laço
E de início nada havia - Nada tínhamos
De vício sequer sofríamos
Nem juras apaixonadas ou casuais desatinos
Quiça flor, amor
Ou dor - Meros espinhos.
Hoje ao destino entregues
Sucumbimos inertes do além céu
Como anjos perdidos
Rendidos ao tato de prazerosos sentidos
Onde o mel que ontem molhou-nos a boca
Hoje transforma os versos meus numa cousa rota
*[postando novamente].
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Tata
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07:10
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008
Sem intento algum
Esse peito antes seu
Meus peitos
Seu corpo no meu
Meu jeito
A respiração de você
Meus poemas insanos
Em meus olhos insones
O sonho
Do seu cheiro em meus dedos
A textura fina de seus toques
Seus retoques
Em meus jeitos
E os meus beijos
Alados, certeiros
Viram você.
Embora
Por ora
Esteja eu a partir
Outrora à luz do vento
Noutros ventos luz
Que sopram doçuras mil
Em minha tez
A maciez
E insensatez
Duma pura arte e manha
Vontade tamanha
De ti, pequena
Que pena,
Não mais me tens.
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Tata
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05:09
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Terça-feira, Agosto 26, 2008
Doces Jardins
Os sonhos são espuma
Com um sopro voam plumas
Ao encontro duma
Alva paz no peito dela
Onde os beijos são aquarela
Os sorrisos na boca bela
E a delicadeza do sentir sem cautela
Formam caminhos de lírios a ruma
Aprazíveis jardins
Onde não há dor alguma
Que de tanta beleza junta
Viram açúcar na alma daquela.
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Tata
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04:24
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Sexta-feira, Agosto 22, 2008
Idéia leve
Beije minh’alma
Cante-me a vida
Respire-me o corpo
Espalhe-se
Em meu corpo
S o l t o,
Em teus braços
E n v o l t o
Nas plumas dum flutuar
Teu doce olhar
A encantar-me,
A me fitar.
No encontro da idéia leve
Leve-me
de mim.
.
[fotografia retirada do site www.olhares.com]
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Tata
às
11:58
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Quinta-feira, Agosto 21, 2008
Mistérios d'uma noite qualquer
A louca nua que passeava entre as nuvens
Clara a lua a brilhar na bruma
A brisa calma entre os véus da alma
E ele, de observá-la
Imaginava
A escrever seus poemas de amor.
Pôs a dor da louca,
Sonolenta em descanso
O vento em seus cabelos escondia o choro
Os dentes brancos,
O amarelado do sorriso morto
E o poeta fascinado rabiscava a cura.
Venham mágoas, pesares, torpores!
Sumam desses ares!
Ronquem como bêbados,
Durmam com os anjos.
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Tata
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10:42
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Terça-feira, Agosto 19, 2008
Como era antes
Canta, fala floreada
Junto à minha nuca
Teus desejos mais profundos
Conta-me inverdades como nunca
Na minha pele
Teu prazer – um mundo.
Sorri minha carne
Rega o meu amor
Afaga-me e faz-se de ator
Como se inda fossemos amantes.
.................................Tudo como era antes.
.
.
[Foto plena retirada do site www.olhares.com].
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Tata
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05:55
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Sexta-feira, Agosto 15, 2008
O vôo
P a s s a r i n h o, passarinho...
Volta um dia pro teu ninho
Minha poesia, teu abrigo
Teu canto,
acalanto.
Em cada assobio,
mil encantos.
No vôo,
O brilho do brio
Nas asas
da imaginação.
[Como diz Vercilo, "...se carece de definição, me sinto leve..."].
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Tata
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05:37
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Quarta-feira, Agosto 13, 2008
Ponto de Vista
A chuva lá fora
Respingada por janela afora
Junto, a bruma escura
E o vento a uivar.
De tão triste – sublime
De tão mofino
Lindo,
Divino.
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Tata
às
07:45
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Terça-feira, Agosto 12, 2008
Não pretendo mais falar de amor
Não pretendo mais falar de amor
A você, todo o meu dissabor
O pranto há tempos secou
............A dor findou
...............A mim afundou
E as lágrimas que o peito derramou
.................Apagou o ardor
Que ao molhar – secou.
Desses a mim
........A alma alada
............As sobras baratas
Flores e doce alvorada
...............Do tudo – o nada
Que o vento espalhou.
Quis a tu, mulher amada
Que da paixão é a fada
A lua, a sombra clara.
....................Em ti, morri
De prazer, renasci
O desejo criador
..................Da cura
Que a boca minha provou
Fartou-se, me fartou,
E não pretendo mais falar de amor.
[Ps’s. poema pra lá de bobo, paz e luz e fotografia retirada do site www.olhares.com]. =
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Tata
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08:23
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Segunda-feira, Agosto 11, 2008
Além de Ti
O desejo é o desejo, mas não é o teu. As mãos não são tuas, nem o perfume, nem o gozo, nem o rosto. Nem os olhares, nem meus olhos. O jeito é indecente, despudorado, animal, inconseqüente, pertencente ao pecado, tamanha a vontade. Não de ti, não tua. Minha, dele. Beijos melados e fortes, como se me sugassem a alma. Não tua língua, não teus dedos. Dele, meus. A água na boca mostra a vontade da carne na outra, não tua alma. Dele, minha. E daí vou-me, me vou, plantando flores noutros jardins. Calor e frio, além de ti.
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Tata
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04:35
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008
Azul em mim
Posto que te amo
O céu é mais azul
Os dias mais azuis
A vida, azulada...
Os beijos, suculentos e azuis
Da cor dos teus olhos nos meus
A cor dos meus olhos nos teus.
Posto que também amas a mim
Os risos fazem-se azuis
O pensar, azulzinho...
O azul na canção se faz
Porque azul é a cor da leveza
Da beleza
Clareza
Da certeza
Do fazer amor
O amor mais azul
O azul do mar
Azulejo
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Tata
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11:45
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Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Poderiam arrancar-me o braço
Eu nem gemer ia
Encontro-me entorpecida
Pesada
Sem calma
Tudo isso numa só alma
Uma alma só
Que carrega o peso do mundo
nosso
Entre as mãos – na palma.
E é até mais do que posso
Reclamo do peso vosso
Nessa minha sincera acolhida
Mas só quando me vejo sem
Com a calma
Ausente a alma
Percebo
O quanto posso ir mais além.
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Tata
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05:42
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008
Desejo
Seus beijos quentes
As mãos tuas rente
Às minhas coxas
Em cada toque ardente
Mãos pecadoras
Indecentes
Donas dum manejo
Que revelam sedutoras
vontades na mente
Despudorada
Lançadas ao seu desejo
Realizadas.
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Tata
às
08:49
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Quinta-feira, Julho 31, 2008
Atemporal
A ternura dos teus lábios doces
Hoje frios
Onde se deleitaram mil amores
Hoje vazios
E a leveza dos dizeres
Hoje arredios
Em nada combinam
Perderam o brio
Não rimam
São desvios
Não se afinam
São sombrios.
E
Caso não venhas a ser
O outro de novo
O encanto
O ouro
Num amanhã tardio
Restará-me o engano
E um total desvario.
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Tata
às
08:25
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Terça-feira, Julho 29, 2008
Eu e a Menina
Eu e a menina I
.
A menina e sua pele macia
Nua
Alvura crua
Que a mim reclama carícias
E em gestos de malicia
A faço pura
Nesse teu olhar de doçura
A cura
Da minha vida e a sua
Que minh’alma sacia.
.
.
.
Eu e a menina II
.
A menina e seus seios claros
Aptos
Rijos, estáticos
Prontos a um afago bem no meio
Em meio às flores
Jasmim, perfumando dores
Com seus beijos melados
Caros
Na boca minha
Fartos
De esbanjarem encantos raros.
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Tata
às
12:08
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Segunda-feira, Julho 28, 2008
Parabéns Juju
Parabéns minha miudinha, minha irmã, minha Poia linda. Que seus dias sejam suaves, que sua vida tenha poesia, doçura, melodia... Sorrisos fartos e exaustos de causar dores na barriga. Amores, de verão e não, que te façam o coração bater descompassado e frenético de tanta paixão. Vodkas com sprite (nossa cara), Peppers e Búzios à beira mar, o mar, as férias, os bronzes, as farras. Saúde, anjos de luz, Deus no coração e nos caminhos, nas vitórias e derrotas. Fé. Fé no Bom. Fé na vida. Fé na felicidade. Fé a cada amanhecer.
[E eu te amo imensamente, sua bandida! E você está muito chique, tem um post p/ você meu blog. Hahaha.]
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Tata
às
11:40
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Sábado, Julho 26, 2008
Sobre os amigos.
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Tata
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13:38
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Quinta-feira, Julho 24, 2008
Desengano
Tudo mentira
Desse jeito afagador
Quentes beijos de inverno
Que nesse lábio amador
Deleitou-se de prazer verno.
Nesse peito terno
Não creio mais em flor
Só a fina dor
Em meu frio eterno.
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Tata
às
09:08
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Mais um bar
e o brilho
...................... do seu olhar
........guardado
no meu pensar.
Ao som,
a velha e boa Bossa
.................... vodka, morangos espremidos
e o mistério da lua nova
..........exprimido.
.
.
[a ruiva franga que não deixa escapa um flash. Hahaha].
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Tata
às
05:10
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
Da boca pra dentro
Abro a alma nossa lacerada
E de lá voam ao tempo
borboletas aladas
Na vontade acelerada
Pela boca tua amaciada
Com a língua minha
molhada
A beijar-lhe a fala floreada
O teu vestido lilás
A cara
No teu jeito voraz
A tara
O meu desejo atrás.
Mulher minha amada
Dona dum pecado inocente
Do prazer que em minha mente
Emerge o desejo mais indecente.
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Tata
às
11:59
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Terça-feira, Julho 22, 2008
Olhos tristes
Tristes olhos teus
Olhos da cor límpida dos céus
Refletem o inconformismo no olhar
Marejados pelas águas do penar.
A dor azulada parece-me mais triste
Que de fato é
Azulzinha
Com tanta beleza morta
exposta
Que choram as lágrimas sem
fé.
Não há mais o mel
Não há mais amar.
Nada disso mais existe
Nem há mais o mar
para seus olhos tristes.
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Tata
às
06:07
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Segunda-feira, Julho 21, 2008
O mais profundo
A alma gêmea hoje volta a ser metade
Do encontro - os desencontros
E do amor,
.............................dor.
Os beijos quentes hoje se fazem
.....................saudade
E as doces palavras nada mais fazem,
.........................Posto que
nada é mais dito.
................Tudo encolhido dentro de.
Abafado na boca pela língua solitária.
Esvaindo-se no mundo
..............................Não há dor mais funda
........Os dias sem música.
.................Dos fardos – das ilusões.
.
.
[Frases soltas... o mais profundo, da saudade, apatia, tristeza, emaranhado nas entranhas, grito, não deixe o samba morrer. Não, não o deixe morrer - nosso].
[Foto retirada do site www.olhares.com].
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Tata
às
07:20
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E essa é minha fé. b o a s v i b r a ç õ e s
Pai Nosso que estais no céu, luz plena de divino esplendor.
Abençoa nossas idéias para que possamos conceber boas ações e boas vibrações que emanem como um raio aos que com nós convivem, aos que disso precisam.
Ilumina nossas ações, floreia nossa voz para que saibamos trocar as farpas pela calma, o fel amargo pelo doce produto das abelhas. Cala-nos quando se é necessário silenciar.
Dai-nos a suavidade de uma pétala quando se é necessário falar e aconselhar.
Aumenta a fé dos que se ocupam em difamar, caluniar, proferir a maldade por ócio e por vaidade.
Sazona nossos corações imaturos, nos mostra a grandeza do aprender e o limitado do que efêmero é.
Perdoa-me por cada ato falho cometido, por cada fraqueza, pela fuga mais fácil de minhas próprias escolhas. Perdoa-me pela covardia existente em meu ser. Ilumina meus atos e meu coração, Pai. Ilumina o coração dos fracos de espírito, dos que calam na hora que se precisa falar, dos que reprimem as forças na hora que se é necessário agir.
Ajuda-me a cada amanhecer para que eu possa corrigir minhas imperfeições e medos.
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Tata
às
04:56
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Quinta-feira, Julho 17, 2008
Querer aprisionado
A injustiça da vida calcada no peito do mundo.
Meros desencontros.
Planos...
E passam-se os anos.
Em cada átomo
No ar a fluir
Uma vontade abafada.
Morta
Trancafiada.
Em prisões invisíveis de cada um de nós.
Já passou.
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Tata
às
09:42
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
Ímpar
Cada parte daquele corpo é uma cilada
Cálida aventura de perfeita emboscada
Armadilha íntima da breve madrugada
Que me veste nu em seus gestos quietos
Que me procuras tu para ser amada.
.
.
Enquanto ocupada em me despir a alma
Vejo-a em poder de uma certa manha
Na boca loucura tamanha
Que o arroubo do desfrute ardiloso
Revela o amor encoberto na trama.
.
.(postando novamente).
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Tata
às
11:40
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Terça-feira, Julho 08, 2008
R e n a s c e r
O olhar teu fitou o meu
E nas mãos minhas teu corpo se rendeu
O lábio deleitoso provou cada parte
Dessas almas perdidas
Encontradas
.........................Lambeu
Que ao morrer de prazer tanto - renasceu.
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Tata
às
14:38
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Segunda-feira, Julho 07, 2008
Só mais um devaneio
A quentura me gela
A espinha, as mãos, a barriga.
Calor
O frio está cada vez mais me esquentando
Quem dera.
Deveras,
Não vês
Que meu corpo quente treme de frio?
-
(Fotografia retirada do site www.olhares.com).
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Tata
às
14:50
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Desesperança

Frio que sopra assim
...............Num temporal de agonia
.......Longe do amor sem fim
...................Tudo perde a alegria
.......................................................................quem diria
.....Eu hoje não pertenço mais a mim.
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Tata
às
14:36
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